Palestra na M&T Expo detalha desafio de executar obras subterrâneas sem operário no subsolo

Clientes demandam cada vez mais novidades tecnológicas capazes de oferecer processos automatizados e máquinas autônomas

O maior desafio atual dos fabricantes de equipamentos voltados à obras subterrâneos é eliminar a presença do homem no subsolo. Essa foi a principal conclusão de palestra proferida no Summit M&T Expo 2018. De acordo com Odilon Mendes, diretor da Normet Brasil, os clientes demandam cada vez mais novidades tecnológicas capazes de oferecer processos automatizados e máquinas autônomas. “O desafio é operar totalmente sem trabalhadores no subterrâneo, no máximo a partir de decisões remotas”, afirmou.

Segundo Mendes, além de equipamentos que operem em profundidades e até altitudes maiores, a demanda tem exigido máquinas mais limpas. “Trabalhamos com dois níveis de resposta: o nível 1, que pretende reduzir as emissões atmosféricas e o 2, cuja meta é retirar o pessoal das frentes de trabalho”, contou. O SmartSpray, sistema semiautônomo de projeção de concreto que já está no mercado é um exemplo. “Junto com o software NorSmart 3, que controla e ajusta as projeções, a ideia é melhorar a qualidade do serviço. Agora trabalhamos para avançar ao nível 2 desse sistema com o uso de veículos elétricos totalmente automatizados”, garante.

O engenheiro sênior da Herrenknecht do Brasil, Edson Peev, completou a palestra expondo a grande novidade mundial em máquinas tuneladoras: as TBMs de Densidade Variável, que resolve o problema de escavar substratos muito distintos sem que se tenha de parar o serviço para converter o equipamento. “Essas TBMs já são a evolução das máquinas conversíveis, capazes de trabalhar em modo EPB ou aberto, contanto que se faça as trocas de parafuso sem fim por correia transportadora e ajustes na cabeça”, explicou.


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