Elevando os níveis de planejamento logístico e de segurança nos canteiros

Elevando os níveis de planejamento logístico e de segurança nos canteiros

 Optar pelos equipamentos certos de elevação de cargas e pessoas para cada necessidade e tamanho de obra é investir com consciência

Um bom planejamento da logística de uma obra passa por muitos detalhes. Mas um merece tanta atenção quanto todos os outros, o que, muitas vezes, não acontece: o uso de maquinário de elevação de cargas e pessoas.

Isso porque a obtenção e locação de equipamentos dessa natureza não pode ocorrer de forma padronizada. Além de cada empreendimento possuir as suas especificidades, cada projeto e equipe envolvida deve receber o mesmo olhar cuidadoso – para que o investimento seja certeiro.

Diferentes regras, tipos e pesos

O equipamento hoje mais comum para este fim é o elevador de cremalheira, que se popularizou na última década. Como as normas foram se adequando com morosidade ao uso do maquinário, é necessário ter atenção à legislação vigente.

A NR 18 (e a NBR 16.200, da ABNT) normatiza fabricação e o uso desses equipamentos no Brasil, e tem força de lei, superior à norma técnica. Por isso, é preciso estar atento a todos os aspectos da legislação ao adquirir um elevador de cremalheira, averiguando se ele atende à complexidade das normas de segurança e se é possível atendê-las na montagem, como, por exemplo:

. Determinação de altura livre para trabalho após a amarração na última laje concretada ou último pavimento;

. Montagem do último elemento da torre do elevador com a régua invertida ou sem cremalheira, de modo a evitar o tracionamento da cabine.

. Montagem das torres de maneira que a distância entre a face da cabine e a face da edificação seja de, no máximo, vinte centímetros.

. Rampa de acesso fixada de forma articulada à cabine.

No Brasil, os elevadores de cremalheira são amplamente usados, principalmente, para elevação de materiais, e o tipo de carga a ser transportada e seu peso são aspectos determinantes na escolha. Há elevadores com capacidade para 1.000, 1.500 e 2.000 kg.

Assim, por exemplo, se a finalidade for apenas transportar cargas leves ou pessoas, um elevador com baixa capacidade pode atender à necessidade.

Mas quando não é possível contar com o trabalho de gruas para o transporte de blocos e materiais mais pesados, faz-se necessário um elevador com maior capacidade de carga, mais rápido e que tenha cabine com largura interna suficiente para acomodar peças com tamanho e peso variados.

Tudo isso deve ser previsto no planejamento logístico da obra, para evitar surpresas e problemas relacionados à segurança.

O que vem por aí e como saber mais!

Tudo o que envolve a elevação e transporte de pessoas e cargas nas obras se enquadra no conceito de intra-logística, isto é, a logística interna na própria organização, que ganhou uma compreensão maior pelas empresas em 2019 pelas empresas, graças à necessidade de processos mais eficientes, melhor gestão de estoques para reduzir investimentos e desperdícios.

A otimização processos logísticos internos gera aumento da competitividade e esse cenário já está entrando também 2020. Outra tendência forte é a substituição de equipamentos tradicionais por comboios logísticos, que permitem reduzir significativamente os tempos de estocagem e o número de equipamentos necessários, seja no canteiro de obras ou parques industriais – assim como aumento da oferta de sistemas de gestão de frotas, que, além de redução considerável de custos, traz impactos positivos com a diminuição de acidentes com pessoas e danos em máquinas e cargas.

A M&T Expo, que acontece de 5 a 8 de julho de 2021, será a vitrine perfeita, tanto para que as empresas do setor de Elevação de Cargas e Pessoas possam expor suas novidades, quanto para que profissionais de diversas áreas possam conhecer e adquirir produtos inovadores, seguros e alinhados às normas que regulam seu uso.

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